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Cotas raciais

21/05/2009

Eu vou direto ao assunto: eu sou contra qualquer tipo de programa de cotas raciais. O Governo inventa essa história de cotas para afro-descendentes, mas “esquece” que este é um termo genérico demais para um povo como o brasileiro. Afinal, qual é o brasileiro que não tem um ancestral africano. Se parar para pensar com cuidado, chegaremos à conclusão de que não apenas os brasileiros, mas toda a humanidade é afro-descendente. Exagero? Não. Segundo os antropólogos, o homo sapiens se originou na África e, de lá, se espalhou pelo mundo afora. Dessa forma, fica aberta uma brecha na lei para que qualquer um pudesse se beneficiar das cotas.

E outra questão importante: quem é que deveria se beneficiar de uma cota (partindo do princípio que alguém o deva):

Opção A: Um empresário negro bem-sucedido que mora em um bairro nobre da cidade; ou

Opção B: Uma garota loira de olhos azuis que mora em uma favela e dorme todos os dias ao som de disparos de metralhadoras e fuzis (tudo bem, eu sei que não é um caso comum, mas não significa que seja impossível).

Por fim: e se as empresas começarem a ver os profissionais “afro-descendentes” como um bando de pessoas que só conseguiram um diploma por causa da cor de sua pele?

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2 comentários

  1. […] podemos ter certeza de que as coisas não vão melhorar. Como eu já falei antes (clique aqui para ler o artigo), sou contra esse negócio de cotas raciais. Não voltarei a este assunto, mas o citei apenas como […]


  2. O ideal seria que todo cidadão tivesse acesso a educação de qualidade, me refiro a educação de base e cursos técnicos profissionalizantes. Permitindo ao jovem, independente de sua etnia ou condição social/financeira, condições tanto de ingressar em uma universidade, quanto de ingressarem no mercado de trabalho, ao contrário do que diz o programa do nosso atual governo, a universidade não é para todos; a universidade não pode ser utilizada como uma ferramenta de inclusão social; a universidade se destina a formar as mentes pensantes de nosso país, os cientistas, os quais muitas vezes possuem no mercado de trabalho, ordenados menores do que inúmeros cargos técnicos. Além disso, de nada adianta facilitar o ingresso a universidade de pessoas que podem não ter base para concluir o curso, acredito como negro, pobre e universitário que sou, que não precisamos de “esmola” mas sim de políticas sérias e de um governo realmente comprometido com o desenvolvimento da educação de nosso país.



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