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Já percebeu como banalizam a Língua Portuguesa?

04/08/2010

Tem certas palavras e expressões que ficam banalizadas, seja pelo uso em excesso ou simplesmente por uso equivocado.

Exemplos:

Polêmica – Na tv se diz até que um artista da Globo com namorada nova é polêmica (talvez porque eles têm uma “gigantesca” diferença de idade de 5 anos, ou outra besteira do tipo). Que o diga o TV Fama, mestre em transformar tudo em polêmica. Fora quando eles vêm com chamadas do tipo “Bomba! Lima Duarte morreu?” para logo em seguida dizer “Calma, foi só o personagem dele na novela”. (exemplo fictício para fins de ilustração).

Literalmente – Este é um caso de mal uso mesmo. Literalmente é algo que aconteceu de fato, ou seja, não estamos falando em sentido figurado. Mas de uns tempos para cá o “literalmente” veio a substituir o “bonito” (no sentido de ênfase). Por exemplo: “José quebrou a cara bonito” (enfatiza que ele passou por um infortúnio). Mas hoje em dia se diria: “José quebrou a cara literalmente” (chamem um médico, porque se ele quebrou a cara literalmente é porque o coitado está com os ossos da face fraturados).

Urgente – Urgente quer dizer que deve ser feito com prioridade sobre as outras coisas. Quem quer que tudo seja considerado urgente está, sem saber, dizendo: “coloque tudo acima de tudo na pilha de prioridades”. Na melhor das hipóteses isso não muda nada (A é melhor que B, mas B é melhor que A, então na verdade ambos são iguais). Na pior das hipóteses apenas causa confusão, pois quem tenta fazer tudo ao mesmo tempo, porque tudo é urgente inevitavelmente vai “tropeçar”.

Todos são especiais – É a mesma lógica do “urgente”. Ora, se todos estão acima de todos, então na verdade todos somos iguais. Só que nesse caso há uma ressalva: a expressão faz sentido, sim, com uma pequena mudança – “todos são especiais à sua maneira”. Mas aí a história é outra. Muda-se completamente o sentido da frase.

Rock – Calma, antes que alguém me diga que Rock é uma palavra inglesa, e não portuguesa, deixe-me lembrá-los de que trata-se do nome de um dos mais famosos estilos musicais que existem, e como tal, inevitavelmente entrou no nosso vocabulário. Mas, voltanto ao tema em questão, o problema aqui é que a mídia “vende” qualquer banda ou artista solo que toque uma guitarra como roqueiro. Rock é atitude! É muito mais do que simplesmente tocar guitarra. E nem vou entrar no mérito dessas bandas de garotinhos chorões com franjinha que se acham Hardcore. Ah, se o Slash ouve isso… rsrsrs Mas, falando sério, nada contra. Só que cada coisa tem seu nome.

Chacina – Nos últimos anos, qualquer assassinato com mais do que duas vítimas é chamado de chacina, desde que o crime seja cometido pelo tráfico ou por policiais fora-da-lei. Chacina na verdade significa massacre, extermínio, morticínio em grande escala. Se chamam o assassinato de três pessoas de chacina, quando vão falar de um massacre de vinte pessoas e usarem a palavra chacina, esta não tem a mesma força.

Celebridade – Antigamente, para ser célebre uma pessoa deveria se destacar nas Artes, na Ciência, nos Esportes, na Religião… Hoje em dia basta passar uns dias em um casarão vigiado por câmeras 24 horas por dia e voilà!, nasce uma estrela!

Virgem – Deixei o caso mais bizarro por último. Virgem é quem nunca fez sexo. Simples assim. Mas a Mídia tem essa mania estranha de achar que virgindade é algo estritamente ligado ao hímen (pelo jeito, nós homens somos, por nossa própria natureza, “não-virgens” desde o nascimento, posto que não temos hímen). Veja dois casos reais que ilutram com perfeição o que eu digo: o primeiro é o da Ângela Bismarchi que fez uma cirurgia para reconstituir o hímen e, pasmem!, voltar a ser virgem. Seria melhor ter pedido ajuda ao Doutor Emmet Brown, do filme De Volta Para o Futuro. Ele poderia viajar no tempo e impedir que ela deixasse de ser virgem, he he he. O outro caso a que me refiro é o da sobrinha da Gretchen, Carol Miranda, que fez um filme pornô e… continuou virgem! Como assim? Ela fez sexo ou não fez? A desculpa que eles dão é que sexo anal não conta. Tá legal… Me engana que eu gosto. Me faz até lembrar do Bill Clinton que dizia que sexo oral não é sexo.

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3 comentários

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