Posts Tagged ‘Economia’

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Carta aos bancos

17/05/2012

Publico aqui um e-mail interessante que recebi:

 

Foi enviada ao Banco Itaú, porém devido à criatividade com que foi redigida, deveria ser direcionada a todas as instituições financeiras.Tenho que prestar reverência ao brasileiro(a) que, apesar de ser altamente explorado(a), ainda consegue manter o bom humor

Senhores Diretores do Banco Itaú,

Gostaria de saber se os senhores aceitariam pagar uma taxa, uma pequena taxa mensal, pela existência da padaria na esquina de sua rua, ou pela existência do posto de gasolina ou da farmácia ou da feira, ou de qualquer outro desses serviços indispensáveis ao nosso dia-a-dia.

Funcionaria assim: todo mês os senhores, e todos os usuários, pagariam uma pequena taxa para a manutenção dos serviços (padaria, feira, mecânico, costureira, farmácia etc).. Uma taxa que não garantiria nenhum direito extraordinário ao pagante.

Existente apenas para enriquecer os proprietários sob a alegação de que serviria para manter um serviço de alta qualidade.
Por qualquer produto adquirido (um pãozinho, um remédio, uns litros de combustível etc) o usuário pagaria os preços de mercado ou, dependendo do produto, até um pouquinho acima. Que tal?

Pois, ontem saí de seu Banco com a certeza que os senhores concordariam com tais taxas. Por uma questão de equidade e de honestidade.

Minha certeza deriva de um raciocínio simples. Vamos imaginar a seguinte cena: eu vou à padaria para comprar um pãozinho. O padeiro me atende muito gentilmente. Vende o pãozinho. Cobra o embrulhar do pão, assim como, todo e qualquer serviço..

Além disso, me impõe taxas. Uma ‘taxa de acesso ao pãozinho’, outra ‘taxa por guardar pão quentinho’ e ainda uma ‘taxa de abertura da padaria’. Tudo com muita cordialidade e muito profissionalismo, claro.

Fazendo uma comparação que talvez os padeiros não concordem, foi o que ocorreu comigo em seu Banco.

Financiei um carro. Ou seja, comprei um produto de seu negócio. Os senhores me cobraram preços de mercado. Assim como o padeiro me cobra o preço de mercado pelo pãozinho.

Entretanto, diferentemente do padeiro, os senhores não se satisfazem me cobrando apenas pelo produto que adquiri.

Para ter acesso ao produto de seu negócio, os senhores me cobraram uma ‘taxa de abertura de crédito’ – equivalente àquela hipotética ‘taxa de acesso ao pãozinho’, que os senhores certamente achariam um absurdo e se negariam a pagar.

Não satisfeitos, para ter acesso ao pãozinho, digo, ao financiamento, fui obrigado a abrir uma conta corrente em seu Banco.

Para que isso fosse possível, os senhores me cobraram uma ‘taxa de abertura de conta’.

Como só é possível fazer negócios com os senhores depois de abrir uma conta, essa ‘taxa de abertura de conta’ se assemelharia a uma ‘taxa de abertura da padaria’, pois, só é possível fazer negócios com o padeiro depois de abrir a padaria.

Antigamente, os empréstimos bancários eram popularmente conhecidos como papagaios’. para liberar o ‘papagaio’, alguns Gerentes inescrupulosos cobravam um ‘por fora’, que era devidamente embolsado.

Fiquei com a impressão que o Banco resolveu se antecipar aos gerentes inescrupulosos.

Agora ao invés de um ‘por fora’ temos muitos ‘por dentro’.
– Tirei um extrato de minha conta – um único extrato no mês – os senhores me cobraram uma taxa de R$ 5,00.
– Olhando o extrato, descobri uma outra taxa de R$ 7,90 ‘para a manutenção da conta’ semelhante àquela ‘taxa pela existência da padaria na esquina da rua’.
– A surpresa não acabou: descobri outra taxa de R$ 22,00 a cada trimestre – uma taxa para manter um limite especial que não me dá nenhum direito. Se eu utilizar o limite especial vou pagar os juros (preços) mais altos do mundo.
– Semelhante àquela ‘taxa por guardar o pão quentinho’.
– Mas, os senhores são insaciáveis. A gentil funcionária que me atendeu, me entregou um caderninho onde sou informado que me cobrarão taxas por toda e qualquer movimentação que eu fizer.

Cordialmente, retribuindo tanta gentileza, gostaria de alertar que os senhores esqueceram de me cobrar o ar que respirei enquanto estive nas instalações de seu Banco.

Por favor, me esclareçam uma dúvida: até agora não sei se comprei um financiamento ou se vendi a alma?

Depois que eu pagar as taxas correspondentes, talvez os senhores me respondam informando, muito cordial e profissionalmente, que um serviço bancário é muito diferente de uma padaria. Que sua responsabilidade é muito grande, que existem inúmeras exigências governamentais, que os riscos do negócio são muito elevados etc e tal. E, ademais, tudo o que estão cobrando está       devidamente coberto por lei, regulamentado e autorizado pelo Banco Central.

Sei disso. Como sei, também, que existem seguros e garantias legais que protegem seu negócio de todo e qualquer risco.

Presumo que os riscos de uma padaria, que não conta com o poder de influência dos senhores, talvez sejam muito mais elevados..

Sei que são legais. Mas, também sei que são imorais. Por mais que estejam garantidas em lei, voces concordam o quanto são abusivas.!?!

ENTÃO ENVIEM A QUANTOS CONTATOS PUDEREM.
VAMOS VER SE MEXE COM A CABEÇA DE QUEM FEZ ESSAS LEIS PARA PENSAREM O QUANTO ESTÃO ERRADOS!!!

Já fiz minha parte enviando para você.

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Como é que ainda tem gente que acredita nos políticos?

14/07/2010

Sinceramente, creio que já está mais do que provado que os políticos só querem nos explorar. O Governo atual, por exemplo, segue a linha do “faça o que quiser, porque tudo o que dá voto é da lei” e menospreza a ética pública como nunca antes na história deste país (não que os anteriores tenha sido um exemplo moral).

Apossam-se das conquistas de seus antecessores (como o Real) para em seguida satanizá-los. Acusam a “oposição” (sic) de entregar o país para as empresas privadas quando os bancos estão batendo recordes de lucro. Defendem-se das acusações de corrupção com acusações contra a “oposição”, como se o erro de um justificasse o do outro. E apesar disso tudo ainda tem gente que se dedica a defender essa corja, não com uma visão de que eles são os mais toleráveis na atual conjuntura (o que poderia ser até aceitável), mas com a visão de que eles realmente são bons e lutam pelo povo.

E a “oposição”, o quê é que ela faz? Faz acordos com o Governo para garantir os seus próprios feudos. Denunciar (com seriedade, nada desse fogo de palha que se vê) toda a podridão do Governo? Fora de cogitação – eles também têm o rabo preso.

Acorda, Brasil! Chega dessa ideologia barata de “Governo do Proletariado”! Nenhum Governo é do Proletariado. Governo é Governo. Povo é Povo. Eles de um lado, nós do outro. Eles buscando o Poder, nós a Sobrevivência (ou um pouco de conforto, para os cidadão de Classe Média).

O Lula foi pobre, foi do Povo? Foi. Veja bem: foi (passado). As pessoas mudam. O sindicalista que lutava pelos operários e a quem eu admirava pela bravura (como dizem: só quem não tem coração nunca admirou o Socialismo e só quem não tem cérebro persiste nessa idéia…), o que denunciava os males do Capitalismo, o que se opunha a “mais-valia”, este homem não existe mais. Agora é o “Lulinha Paz e Amor” que negocia com banqueiros porque sabe que no final das contas o Capitalismo sempre triunfará (não estou dizendo que isto é bom, apenas constando um fato; veja o Chê, por exemplo, que virou um ícone pop). A verdade nua e crua é que o Socialismo é a ideologia da inveja: está na vala? Nivele a todos por baixo. “Como ousar prosperar quando eu não prospero!” Começou a subir na vida? “Bom, não podemos ser radicais, não é mesmo?, vamos conversar…”

Querem votar na Dilma? Pois que votem! O Brasil ainda é um país livre, apesar das tentativas em contrário do Governo (alguém se lembra do Conselho de Jornalismo?). Mas se o fizerem, façam porque na situação atual ela lhe parece a “menos pior” (na minha opinião nem isso ela é, mas cada um sabe de seu próprio voto – não farei do meu blog um palanque pedindo votos para ninguém). Não sejam tolos de acreditar que ela é por nós, porque não é (o mesmo vale para o Serra e os outros).

É claro que é reconfortante se esconder nas brumas da ideologia; fantasiar um paraíso no qual somos todos iguais. Mas, por mais sonhadores que possamos ser (e eu sou um sonhador), chega uma hora que temos que acordar para a realidade. Se um dia o Brasil vier a ser um lugar bom para morar, será por nossos esforços como indivíduos, e não pela ação do Governo – tenha certeza disso!

E para os ufanistas que se incomodaram com este última frase: o Brasil realmente não é um lugar bom de se morar (a não ser talvez para os mais abastados). Se dúvida, coloque seu filho em uma escola pública para ver como seus impostos estão sendo usados; quando ficar doente, vá a um hospital público; se tiver uma condição um pouco melhor, experimente comprar um relógio caro e sair na rua – quanto tempo levará para ser assaltado? (lutamos feito condenados para poder comprar as coisas e nem sequer temos o direito de usar por causa da bandidagem)

Como eu disse antes, o Blog do Rodrigo Guedes não é um palanque a favor de candidato nenhum (sou apolítico com orgulho). O objetivo deste artigo é apenas tentar abrir os olhos de quem o leia para que vote com consciência (o triste é que justamente quem mais precisa de uma mensagem deste tipo nunca terá a chance de ler este artigo ou outro nesta linha de pensamento). Quem vencerá as próximas Eleições? Não sei. Mas sei quem perderá: nós, o Povo (como sempre).

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Origem do Dinheiro

21/06/2010

Uma história (muito) resumida do dinheiro. Antes de mais nada, quero deixar claro que a origem do Dinheiro e do Sistema Financeiro como um todo é algo tão complexo que já rendeu diversos livros, de forma que este artigo visa tão somente dar uma noção simplificada deste complexo processo. Há muitos séculos atrás, com o advento da agricultura, a humanidade pôde finalmente estabelecer lugares fixos para viver, posto que não era mais necessário procurar um novo ambiente após exauridos os recursos da terra. Com o tempo, começaram a surgir mais e mais excedentes na produção, a medida que novos métodos (como o arado) foram desenvolvidos. Este fato permitiu o desenvolvimento da assim chamada Economia de Escambo, que nada mais é que uma Economia baseada em trocas. Por exemplo: se uma pessoa dispunha de 10 galinhas excedentes e gostaria de obter uma cabra e encontrasse outra pessoa que, analogamente tivesse uma cabra excedente e desejasse 10 galinhas, eles poderiam efetuar uma troca e ambos saíriam felizes. O problema, como você já deve ter percebido, é que para a realização da transação é preciso que haja o casamento entre o excedente de um com a necessidade do outro. Com o passar do tempo a humanidade percebeu a necessidade de utilizar algo como padrão de valor – dinheiro, dito em sentido amplo. Diversas culturas utilizaram artefatos diferentes como referência de valor, desde simples pedras até metais preciosos. Estes últimos se mostraram bastante adequados pois eram algo de relativa escassez (ou seja, não era algo que se achasse “largado” em qualquer lugar), uniforme (bastava que se levasse em conta o peso dos metais e traçasse relações entre eles – por exemplo: 1 kg de ouro valeria o equivalente a 5 kg de prata) e, mais importante, podiam ser cunhados, ou seja transformados em moedas. Na Idade Média, as pessoas começaram a deixar suas jóias e metais preciosos com ourives e recebiam em troca um recibo. Nasciam assim os bancos e, com o tempo, o papel moeda. Por séculos, todo o dinheiro que circulava na Economia possuía lastro, ou seja, para cada quantia em dinheiro havia um equivalente em ouro (que logo se tornou padrão; quem nunca ouviu falar em padrão-ouro?). No decorrer do tempo, com o avanço das práticas Capitalistas, o padrão-ouro foi substituído pelo padrão-dólar e o depositante perdeu o direito a exigir o saque de seus valores em ouro, posto que não há mais ouro. Se pensarmos bem, o dinheiro hoje não representa nada, senão o próprio dinheiro…

Seguem duas leituras relacionadas que considero bem interessantes:

Origem e Evolução do Dinheiro (do site do Banco Central):

http://www.bcb.gov.br/?ORIGEMOEDA

Dinheiro Vindo do Nada – Saiba a Verdade Sobre o Sistema Financeiro Mundial (texto de David Icke):

http://www.umanovaera.com/conspiracoes/dinheiro_vindo_do_nada.htm

Repare o caro leitor que deliberadamente coloquei um texto que exalta o Sistema Financeiro e outro que o ataca para que você tire suas próprias conclusões.

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Caixa do Magaldi

08/04/2010

Se você está buscando uma fonte confiável para se informar a respeito de Economia e Política o lugar certo é a Caixa do Magaldi:

http://caixadomagaldi.blogspot.com/

É com muito orgulho que eu digo que o Carlos Magaldi, o estudante de Economia por trás do blog, é um grande amigo meu. A Caixa do Magaldi é, conforme dito no próprio site, “O devido lugar de pesquisas, estudos, idéias, opiniões e pensamentos de um cara comum, assim como você !!!”

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Emenda 387/2009 – Emenda Ibsen Pinheiro

19/03/2010

Segue abaixo informação oficial (retirada do site da Câmara dos Deputados) sobre o andamento da assim chamada Emenda Ibsen Pinheiro (na verdade, ainda é uma Proposta de Emenda):

Consulta Tramitação das Proposições

  Proposição: EMP-387/2009 => PL-2502/2007 Clique para obter a íntegra

Autor: Humberto Souto – PPS/MG  e co-autores .

Data de Apresentação: 08/12/2009
Apreciação: .
Regime de tramitação:  .
Acessória de: PL-2502/2007 Clique para o detalhe da proposição.   Ementa: Acrescenta artigo ao Substitutivo adotado pela Comissão Especial.

Última Ação:

8/12/2009 –  PLENÁRIO  (PLEN) –  Apresentação da Emenda de Plenário, EMP 387/2009, pelo Dep. Humberto Souto e outros Clique para obter a íntegra

Obs.: o andamento da proposição fora desta Casa Legislativa não é tratado pelo sistema, devendo ser consultado nos órgãos respectivos.

Andamento:
8/12/2009 PLENÁRIO  (PLEN)
Apresentação da Emenda de Plenário, EMP 387/2009, pelo Dep. Humberto Souto e outros Clique para obter a íntegra

Fonte:

http://www.camara.gov.br/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=463316

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Contra a covardia, em defesa do Rio!

17/03/2010

Acontecerá hoje, a partir das 16h no Centro do Rio, a mobilização contra a Emenda Ibsen Pinheiro que fará o Estado do Rio de Janeiro perder mais de 7 bilhões de Reais por ano. A emenda se propõe a distribuir os royalties do Rio para todo o país, mas os problemas advindos de lidar com o petróleo em nossa costa continuam por nossa conta. Ou seja, o bônus é para todos, o ônus, só para os fluminenses.

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Fundo Social ELAS

10/03/2010

O Fundo de Investimento Social ELAS é voltado exclusivamente para a promoção do protagonismo das mulheres.

http://www.fundosocialelas.org/

O grupo entende que investir nas mulheres é o caminho mais rápido para o desenvolvimento de um país. Através da capacitação de meninas e mulheres o ELAS (que antes se chamava Angela Borba) vem contribuindo para a eqüidade de gênero em nosso país (que infelizmente possui uma forte tradição machista).

Você pode contribuir de várias formas para essa campanha tão bela, entre as quais: doações, serviço voluntário, integração em campanhas de mobilização de recursos e divulgação do trabalho do fundo (como estou fazendo).

Não fique de fora! Acesse o site e conheça o ELAS – Fundo de Investimento Social.